Ataque hacker à Tata Electronics, parceira indiana da Apple, terminou em um vazamento de mais de 200 mil arquivos sigilosos na dark web. Entre os materiais expostos estão vídeos de testes de queda, documentos industriais e detalhes do chip A20 Pro, além de informações ligadas ao ainda inédito iPhone 18 Pro.
Segurança e Privacidade
O grupo cibercriminoso World Leaks assumiu a autoria da invasão na semana passada e tornou públicos dados sensíveis, como listas de componentes, contratos e até o mapeamento da cadeia de fornecedores do próximo topo de linha da Apple. O material roubado também inclui fotos e vídeos do aparelho em avaliações de resistência, o que acabou revelando segredos comerciais da empresa norte-americana.
Apple
As imagens já circulam nas redes sociais e teriam sido registradas no começo de 2026. Em um dos vídeos, o aparelho aparece sendo submetido a um teste de queda.
Pelos registros, o iPhone 18 Pro não deve trazer mudanças radicais no design em comparação ao iPhone 17 Pro. Na traseira, o módulo de câmeras segue com o arranjo triangular das três lentes, acompanhado pelo flash LED e pelo sensor LiDAR.
O aparelho mostrado no teste aparece em tom prateado ou cinza-claro, mas isso não significa necessariamente uma nova cor de catálogo. A tonalidade pode ser apenas o aspecto natural do chassi metálico antes da etapa de pintura.
iPhone 18 Pro
Os documentos vazados também apontam pistas sobre a ficha técnica. Segundo o material, o iPhone 18 Pro e o iPhone 18 Pro Max devem vir com o processador A20 Pro, o primeiro chip da Apple fabricado em litografia de 2 nanômetros e com foco maior em tarefas de inteligência artificial processadas diretamente no dispositivo.
Os relatórios ainda indicam que a Apple pretende adotar baterias de maior capacidade e reduzir o tamanho da Ilha Dinâmica. Na parte traseira, o conjunto fotográfico deve ficar mais espesso para acomodar sensores atualizados.
Ataque hacker
Além dos dados do novo iPhone, o ataque cibernético também expôs contratos terceirizados ligados à Apple. Uma análise da Reuters encontrou seis arquivos que detalham centenas de componentes do iPhone 18 Pro.
Esse tipo de informação era mantido em sigilo pela Apple justamente para preservar sua margem de negociação e dificultar que concorrentes entendam sua estrutura de custos. Com o vazamento na dark web, rivais podem ter acesso a uma espécie de “mapa” da montagem do smartphone.
Índia
A violação na Tata Electronics também trouxe à tona projetos de iPhones mais antigos, documentos confidenciais da Qualcomm e da TSMC, além de peças desenvolvidas para veículos da Tesla, outra cliente da companhia indiana.
Para investigar a brecha e limitar os impactos, a Tata bloqueou o acesso interno a sistemas estratégicos das fábricas e deve realizar uma auditoria técnica de TI. A Apple, por sua vez, abriu apurações próprias para reforçar a proteção de seus dados.
Resta saber se a exposição desses segredos pode influenciar o preço da próxima geração do iPhone.